Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Uma foto oficial da equipe de redação de PR na Alemanha

30 de junho de 2016

Se fosse uma pessoa de verdade, Perry Rhodan teria celebrado seu octogésimo aniversário em 8 de junho de 2016. Como forma de celebrar a data, a equipe que trabalha na redação da série “Perry Rhodan” na editora VPM, na Alemanha, posou para a seguinte foto oficial exatamente na data de aniversário do protagonista da série:

2016_Geburtstag_Redaktion

As pessoas retratadas são as seguintes:

– Agachados: Klaus Bollhöfener (diretor de marketing) e Klaus N. Frick (editor-chefe).
– Em pé: Sabine Kropp (gerente de novos produtos e de contratos de licenciamento), Bettina Lang (gerente de produção e revisora final), uma figura de Perry Rhodan em tamanho real, Katrin Weil (gerente de marketing e novas mídias) e Sonja Schröder (secretária geral).

Obviamente há muito mais pessoas envolvidas na produção da série, como os autores (onze da série principal e oito de “Perry Rhodan Neo”) e os desenhistas (quatro capistas e dois ilustradores), porém eles só comparecem à sede da editora VPM, localizada na cidade de Rastatt, uma vez por ano, durante as tradicionais conferências de planejamento da série.

Até quando a série PR continuará sendo publicada?

30 de abril de 2016

Quando a série “Perry Rhodan” foi criada, em 1961, tanto seus autores quanto a editora esperavam que ela tivesse algo entre trinta e cinquenta episódios, que era o tamanho normal da maioria das séries que eram publicadas na época na Alemanha. Muito raramente alguma série passava dos cem episódios, e dessa forma era perfeitamente plausível imaginar que “Perry Rhodan” seria mais uma série com início e fim bem definidos, que logo seria substituída por outra… É até irônico pensar nisso hoje, já que a série é famosa atualmente por ser a maior “história sem fim” de ficção científica de todos os tempos, sendo publicada ininterruptamente desde aquele longínquo mês de setembro de 1961… Seu imenso sucesso foi uma surpresa para seus criadores, que com o tempo acabaram se acostumando com a ideia de que “Perry Rhodan” poderia ser algo contínuo, sem um final definido. Mas será que em algum momento tanto eles quanto a editora pensaram na possibilidade de cancelar a série?

Na verdade tal possibilidade foi cogitada seriamente no início dos anos 80 por William Voltz, que foi o coordenador-geral da série entre 1974 e 1984. Nesse período ele criou as sinopses básicas dos episódios 674 a 1211, tendo sido responsável pela criação de alguns dos ciclos mais memoráveis de toda a série, bem como de conceitos que são fundamentais até hoje para o universo rhodaniano, como a luta eterna entre os cosmocratas e os caotarcas e a existência dos “cosmonucleotídeos”, que formam uma trama invisível de energia psiônica que permeia todo o universo. Durante a primeira convenção mundial (“Weltcon”) da série, organizada pela editora VPM em 1980 na cidade de Mannheim para comemorar a publicação do milésimo episódio de “Perry Rhodan”, Voltz fez uma lendária palestra na qual detalhou sua visão para a série até o episódio 1500, que, segundo ele, seria o momento perfeito para concluir toda a saga de Perry Rhodan, o “herdeiro do universo”…

Segundo Voltz, o modelo de “cascas de cebola” da evolução cósmica, que explica a evolução da vida no universo desde as formas mais simples até as superinteligências e os cosmocratas/caotarcas, mostra claramente até onde a série poderia chegar em termos de possibilidades narrativas. Esse modelo, que foi plenamente explicado no episódio 1000, é composto pelos seguintes níveis evolucionários:

1) Matéria inanimada na forma de planetas, estrelas e galáxias: a vida orgânica ainda não existe.
2) Formas de vida primitivas: plantas e animais sem organização social nem inteligência.
3) Vida inteligente que ainda não deixou seu planeta. Este nível abrange sociedades caçadoras-coletoras, agrárias e industriais.
4) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens interplanetárias.
5) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens interestelares.
6) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens intergaláticas.
7) Vida inteligente que atingiu um nível imaterial, tornando-se uma superinteligência positiva ou negativa.
8) Superinteligência (e respectiva esfera de poder) que atingiu um nível superior, tornando-se uma fonte de matéria ou um destruidor de matéria.
9) Nível evolucionário máximo: cosmocrata (originário de uma fonte de matéria) ou caotarca (originário de um destruidor de matéria).

Ao conceber o episódio 1000 e os ciclos subsequentes, Voltz percebeu que sua temática básica seria ligada aos níveis 7, 8 e 9 da escala, o que significava que não haveria possibilidade de ir além disso no futuro… Outro limite para o desenvolvimento futuro da série foi criado com a introdução das Três Perguntas Fundamentais dos cosmocratas, que tiveram uma importância fundamental nos ciclos “A Organização Hanseática Cósmica” (episódios 1000 a 1099), “A Armada Infinita” (episódios 1100 a 1199) e “Os Cronofósseis” (episódios 1200 a 1299). Essas perguntas são as seguintes:

1) O que é o Rubi de Gelo?
2) Onde começa e onde termina a Armada Infinita?
3) Quem criou a Lei, e qual é seu conteúdo?

As duas primeiras perguntas foram respondidas até o episódio 1200, e Voltz imaginava que a resolução da terceira pergunta, programada para acontecer no episódio 1500, significaria o fim da própria série, pois depois disso os autores simplesmente se veriam num “beco sem saída” criativo… Porém a morte de Voltz, ocorrida apenas quatro anos após a convenção de Mannheim, fez com que a editora VPM ordenasse mudanças drásticas nos rumos futuros da série, já que ela pretendia continuar publicando-a indefinidamente… Algumas dessas mudanças foram as seguintes:

– Como a Terceira Pergunta Fundamental deveria continuar sendo um mistério, no ciclo “Os Cronofósseis” Perry Rhodan recusa-se a receber sua resposta quando chega à Montanha da Criação (a base do cosmonucleotídeo Triicle 9), pois percebe que esse conhecimento poderia destruir sua consciência. Curiosamente esta pergunta foi respondida parcialmente no episódio 1744, que deixou a entender que a “Lei” seria o conjunto de leis físicas que, em sua totalidade, garante a estabilidade e o equilíbrio dos diversos universos que compõem o multiverso. E no ciclo “O Tribunal Atópico” (episódios 2700 a 2799) foi descoberta a existência de outras Perguntas Fundamentais, que parecem estar relacionadas às perguntas originais:

1) O que ocorre atrás do horizonte da Lei?
2) Em qual lado do espelho da Criação se encontra aquele que pergunta?
3) A quem pertence o tempo?

– Para evitar que a temática das superinteligências e dos cosmocratas/caotarcas continuasse dominando a série, a partir do episódio 1400 as histórias voltaram a ser focadas primariamente nos níveis 5 e 6 da escala do modelo de “cascas de cebola”, o que significa que a série voltou a ter uma dinâmica semelhante à de seus primeiros ciclos. Posteriormente as temáticas mais complexas voltariam a ser abordadas na série, porém de forma mais pontual e gradativa. O modelo de “cascas de cebola” só seria atualizado no episódio 2831, que confirmou a existência de outros níveis na escala, pois mostrou que os cosmocratas e os caotarcas podem continuar evoluindo até tornar-se seres completamente incompreensíveis, praticamente “desconectados” da realidade do universo einsteiniano.

Todas essas mudanças contribuíram para que a série continuasse sendo publicada, já que evitaram as armadilhas narrativas que Voltz havia previsto em 1980. Dessa forma a série consolidou definitivamente seu status de “história sem fim”, e desde então a VPM garante que ela só será cancelada se suas vendas caírem para patamares que não justifiquem mais sua publicação. Como sua tiragem (e também as vendas de sua versão digital) continua em níveis bastante confortáveis, mesmo após 55 anos de publicação ininterrupta, é possível dizer que a série provavelmente ainda continuará a ser publicada por mais algumas décadas. Nada mal para uma série cujo potencial foi estimado originalmente em apenas cinquenta volumes…

A situação dos direitos autorais da série PR

31 de março de 2016

Frequentemente os leitores alemães fazem perguntas ao editor-chefe da série “Perry Rhodan”, Klaus N. Frick, a respeito dos direitos autorais da série. Posso publicar um livro de contos baseados na série? Posso usar a logomarca “Perry Rhodan” em uma convenção? Posso traduzir algumas histórias para o inglês para ajudar a divulgar a série mundialmente? Periodicamente Frick responde algumas dessas perguntas no fórum oficial da série, o que ajuda a esclarecer várias dessas questões para os fãs. Aqui está um resumo dos principais pontos levantados por ele ao longo dos últimos anos:

– Traduções e republicações de qualquer volume da série “Perry Rhodan” só podem ser feitas com o consentimento expresso da editora VPM, detentora dos direitos autorais da série desde sua criação, em 1961. Como a legislação de direitos autorais em vigor na União Europeia fixa o tempo padrão de proteção como setenta anos após a morte do criador da obra artística, a série somente entrará em domínio público em 2061, ou seja, no septuagésimo aniversário da morte de Karl-Herbert Scheer, o criador legal da série. Até lá a VPM continuará tendo total controle sobre a marca “Perry Rhodan”, podendo lançar, relançar ou licenciar qualquer tipo de produto (livros, “e-books”, audiolivros, jogos, camisetas, pôsteres, etc.) relacionado ao universo da série.

– Qualquer obra criada por fãs que utilize as situações e os personagens da série pode ser publicada e divulgada livremente, desde que o autor não cobre pelo seu trabalho e haja uma menção clara ao fato de que “Perry Rhodan” é propriedade da editora VPM. Caso a obra seja vendida o autor deverá fazer um contrato de licenciamento com a VPM, que especificará o valor a ser pago a título de “royalties”. Tal valor normalmente situa-se entre 8% e 12% do valor de cada unidade vendida, sendo normalmente menor para obras literárias e maior para produtos de consumo (jogos, camisetas, pôsteres, etc.).

– Resumos, artigos e análises da série podem ser criados e distribuídos livremente, tanto de forma gratuita quanto paga. Como tais materiais não são considerados “obras derivadas”, em princípio eles não infringem os direitos autorais da editora VPM.

Em relação às traduções, as editoras que publicam a série atualmente em outros países, como Brasil, França, Holanda e Japão, possuem contratos específicos de licenciamento, que definem quais obras serão traduzidas e lançadas e qual será o valor dos “royalties” referentes às mesmas. Traduções feitas por fãs normalmente são permitidas de forma limitada, ou seja, a editora VPM define a tiragem máxima permitida, que deverá ser disponibilizada gratuitamente aos interessados. Há alguns anos atrás o fã-clube francês Basis fez um acordo com a VPM para traduzir alguns romances planetários da série e distribui-los gratuitamente aos membros do clube, e um acordo semelhante foi feito com um grupo de fãs norte-americanos, canadenses e australianos que traduziu o episódio 2200 da série para o inglês.

Como a VPM licenciou os direitos de filmagem da série para a produtora alemã Casascania, filmes e animações feitos por fãs só podem ser divulgados e distribuídos de forma limitada, sendo as condições negociadas caso a caso diretamente com a produtora. Devido a essas regras os excelentes filmes “O Tempo do Destino” e “A Rota para Andrômeda”, criados em computação gráfica pelo fã austríaco Raimund Peter, nunca foram disponibilizados para o público em geral, pois só podem ser exibidos em convenções selecionadas da série.

Em suma, a editora VPM apoia de forma incondicional as atividades dos fãs, desde que estas tenham um caráter exclusivamente não comercial. Caso essas atividades envolvam algum tipo de transação financeira, é altamente recomendável que os interessados entrem em contato com a editora e negociem com a mesma um contrato de licenciamento dos direitos da série.

Uma homenagem a Johnny Bruck nas capas atuais de PR

30 de setembro de 2015

Entre 1961 e 1995 o lendário artista alemão Johnny Bruck desenhou todas as capas da série “Perry Rhodan”, bem como a maioria das capas da série “Atlan”. Seu estilo único, fortemente influenciado pelas tendências artísticas dos anos 50 e 60, cativou a imaginação de milhões de leitores ao longo de mais de três décadas. Após sua morte, em 1995, vários jovens e talentosos artistas deram prosseguimento ao seu trabalho, como Alfred Kelsner, Swen Papenbrock, Ralph Voltz, Dirk Schulz e Arndt Drechsler.

Johnny Bruck (1921-1995)

Johnny Bruck (1921-1995)

Como os fãs alemães até hoje têm lembranças muito boas da época em que Bruck desenhava as capas da série, a editora VPM resolveu prestar uma pequena homenagem ao falecido desenhista nas capas dos episódios 2824 a 2827, que serão publicados em outubro de 2015, ou seja, no vigésimo aniversário da morte de Bruck. Cada uma dessas capas foi desenhada por um dos quatro ilustradores atuais da série, que aceitaram o desafio de tentar desenhar suas respectivas capas dentro do famoso “estilo Bruck”. O resultado final pode ser conferido a seguir:

Episódio 2824: "Uma Estrela na Escuridão" (capa de Swen Papenbrock)

Episódio 2824: “Uma Estrela na Escuridão” (capa de Swen Papenbrock)

Episódio 2825: "Sob o Dossel Estelar" (capa de Dirk Schulz)

Episódio 2825: “Sob o Dossel Estelar” (capa de Dirk Schulz)

Episódio 2826: "As Sombras Luminosas" (capa de Arndt Drechsler)

Episódio 2826: “As Sombras Luminosas” (capa de Arndt Drechsler)

Episódio 2827: "Medusa" (capa de Alfred Kelsner)

Episódio 2827: “Medusa” (capa de Alfred Kelsner)

Maiores informações sobre as capas atuais da série “Perry Rhodan” encontram-se disponíveis na seguinte postagem do blog:

www.cesarmaciel.wordpress.com/2014/01/31/a-alta-qualidade-das-capas-atuais-de-pr

A situação atual do novo filme de PR

31 de agosto de 2015

Apesar da série “Perry Rhodan” existir há mais de cinquenta anos, o único filme oficial baseado na série produzido até hoje foi o “Missão Stardust”, lançado em 1967. Este filme, também conhecido como “SOS do Espaço”, contou essencialmente a história dos dois primeiros episódios da série. Porém, como seu diretor mudou vários detalhes cruciais da história original para tentar aumentar o apelo do filme junto ao público da época, o resultado final deixou muito a desejar, o que é lamentado pelos fãs da série até hoje. Apesar disso o filme é reprisado regularmente na Alemanha, para desgosto dos fãs e especialmente da editora VPM, que sempre quis lançar um filme realmente fidedigno à série…

Em 2000 a produtora alemã Casascania, especializada na produção de filmes e seriados, adquiriu os direitos audiovisuais da série. A princípio ela pretendia fazer um seriado de TV, mas posteriormente mudou o formato para uma trilogia de filmes para a televisão. O roteiro da trilogia (baseado em uma história inédita) e alguns elementos da pré-produção, como modelos digitais de cenários, naves e alguns personagens, foram desenvolvidos entre 2000 e 2003. Contudo desde então a produção está parada, já que a produtora ainda não conseguiu obter o financiamento necessário para o projeto, estimado em 2002 em cerca de 30 milhões de euros. Periodicamente o redator-chefe da série, Klaus N. Frick, diz que a Casascania continua comprometida com o projeto, apesar de todos os problemas enfrentados.

Recentemente a editora SSPG entrou em contato com uma pessoa ligada à equipe de produção do filme e conseguiu obter algumas informações atualizadas sobre este importante projeto. Segundo ele o primeiro roteiro desenvolvido para a trilogia, vagamente inspirado no ciclo “Os Cantaros” (episódios 1400 a 1499), foi descartado, pois tinha um alto custo de produção. Um novo roteiro, bem mais viável e fortemente voltado para as origens do personagem Perry Rhodan, foi concluído recentemente. Como este roteiro tem um orçamento bem mais enxuto, a produtora espera conseguir financiá-lo com mais facilidade.

Este funcionário da produtora também disse que o foco atual está neste primeiro filme, já que a ideia original de uma trilogia revelou-se cara e pouco atrativa para possíveis investidores. Eles já possuem algumas ideias bem definidas para algumas continuações, porém tudo dependerá do sucesso alcançado por este filme inicial, que tem como objetivo apresentar o personagem Perry Rhodan para o público em geral, especialmente para aqueles que ainda não conhecem a série. Como o filme será rodado em inglês, espera-se que ele possa tornar a marca “Perry Rhodan” conhecida em todo o mundo. Ele também salientou que a editora VPM continua apoiando o projeto incondicionalmente, pois ela acredita que, apesar de todos os percalços, a Casascania tem plenas condições de conseguir entregar um produto final de alta qualidade.

Maiores informações sobre o filme “Missão Stardust” e o projeto da Casascania, inclusive a sinopse do primeiro roteiro desenvolvido por ela, estão disponíveis em alguns dos artigos citados na seguinte postagem do blog:

www.cesarmaciel.wordpress.com/2009/11/11/lista-dos-meus-artigos-sobre-pr-publicados-na-edicao-da-sspg

O dilema linguístico dos fãs de PR

30 de junho de 2014

Quando comecei a ler a série “Perry Rhodan”, em 1985, eu não sabia que ela já tinha mais de mil volumes publicados na Alemanha… Comecei a tomar consciência disso após ler um artigo sobre o ciclo “A Armada Infinita” (episódios 1100 a 1199) que foi publicado nos episódios 258 e 259 da edição brasileira da série. Fiquei absolutamente fascinado com o tamanho real da série, e a partir de então passei a pensar seriamente na possibilidade de aprender alemão para poder ler a série toda… Tal vontade aumentou ainda mais em 1986, quando encontrei alguns exemplares alemães da série numa livraria daqui de Belo Horizonte. Apesar de não entender nada, passei meses apreciando suas capas e imaginando como seriam suas histórias… Acabei tentando traduzir algumas páginas dos mesmos com a ajuda de um dicionário, porém esta foi uma tarefa tão árdua que desisti rapidamente da ideia… Gastar um dia inteiro para traduzir apenas uma página (e com um resultado final sofrível) era ineficiente e cansativo demais… Esta experiência me fez perceber que, se quisesse realmente ter acesso a toda a série, eu teria inevitavelmente que aprender a língua alemã algum dia.

Entre 1995 e 2003 finalmente estudei a língua de forma periódica, inicialmente por conta própria e posteriormente com uma professora particular. Durante este período traduzi inúmeros resumos da série para os fanzines do Perry Rhodan Fã-Clube do Brasil e também comecei a acompanhar a edição alemã regularmente através de uma assinatura. Dessa forma consegui, pouco a pouco, realizar meu sonho de infância… Apesar de nunca ter conseguido dominar completamente o idioma, consigo ler sem grandes dificuldades, o que é suficiente para os meus objetivos.

Nos últimos anos tenho percebido, através de contatos com outros fãs da série, que minha história é semelhante à de inúmeros outros leitores estrangeiros da série, ou seja, que não têm o alemão como língua nativa. Na Holanda, no Japão, na França, no Brasil, na República Tcheca e nos EUA esta história tem se repetido, com pequenas variações, centenas de vezes nas últimas décadas: alguém conhece a edição local da série “Perry Rhodan”, percebe que milhares de histórias ainda não foram traduzidas e começa a buscar formas de conhecer todo o universo da série, o que invariavelmente passa pelo conhecimento da língua alemã…

Por quê isso acontece sempre da mesma forma em todos esses países? Bem, se considerarmos a série principal e todas as séries secundárias, o universo ficcional de “Perry Rhodan” tem atualmente cerca de 4.350 histórias, o que representa mais de 300.000 páginas de texto… Isso faz com que os fãs estrangeiros da série sempre tenham acesso a apenas uma fração de todo o universo ficcional de “Perry Rhodan”, não importando o quão avançadas estejam suas respectivas edições locais. Embora os fãs holandeses estejam em melhor situação do que todos os outros (pois na Holanda a série já passou do episódio 2200), mesmo assim eles ainda não têm acesso a quase metade de todo o universo da série… Isso acontece, em maior ou menor grau, com todos os leitores estrangeiros, como os japoneses (950 histórias traduzidas), os franceses (738 histórias traduzidas), os brasileiros (734 histórias traduzidas) e os tchecos (615 histórias traduzidas). A situação dos fãs norte-americanos, ingleses e australianos é ainda mais dramática, pois apenas 156 histórias foram traduzidas para o inglês, o que significa que nada menos do que 96% de todo o universo rhodaniano ainda esteja inacessível para eles… É importante salientar que, embora existam várias traduções amadoras de histórias da série feitas pelos próprios fãs (especialmente em inglês, francês e português), estas traduções adicionais não alteram significativamente o problema mencionado, ou seja, a eterna lacuna existente entre as edições traduzidas e a série original alemã…

Tal situação acaba gerando um outro fenômeno, o do isolamento de cada um dos principais grupos linguísticos da série: alemão, holandês, japonês, francês, português, tcheco e inglês. Como a maioria dos fãs estrangeiros não domina os idiomas nos quais há mais material rhodaniano disponível, eles tendem a formar fã-clubes e grupos de discussão cujo escopo de atuação limita-se apenas às histórias já lançadas em suas respectivas línguas nativas. Isso faz com que cada grupo linguístico fique isolado dos outros, pois um fã norte-americano, por exemplo, não consegue acompanhar as atividades de fã-clubes japoneses e franceses, e vice-versa. Apenas fãs bilíngues, trilíngues ou poliglotas conseguem estabelecer um diálogo relevante entre os grupos linguísticos dos quais fazem parte… Para a grande maioria dos fãs, entretanto, o universo rhodaniano estará sempre limitado às histórias disponíveis em sua língua nativa.

Como conclusão pode-se dizer que, para os fãs casuais de “Perry Rhodan”, conhecer apenas uma das sete línguas mencionadas talvez seja suficiente, pois este tipo de fã está interessado apenas numa boa leitura ocasional de ficção científica, e não em conhecer toda a série. Porém para os fãs mais ardorosos, que querem ter acesso a toda a série, é altamente recomendável aprender alemão, pois apenas quem domina o idioma tem acesso instantâneo às mais de 4.350 histórias da série, bem como aos inúmeros sites, blogs e grupos de discussão alemães, austríacos e suíços, que são bastante completos e ativos. E saber pelo menos duas ou três das sete línguas “rhodanianas” possibilita a interação com fãs de outros grupos linguísticos, o que certamente é uma experiência bastante interessante e enriquecedora.

Em suma, o conhecimento de cada uma das sete línguas mencionadas dá acesso atualmente (junho de 2014) ao seguinte número de histórias da série:

– Alemão: 4.350 (100%)
– Holandês: 2.293 (52,7%)
– Japonês: 950 (21,8%)
– Francês: 738 (17,0%)
– Português: 734 (16,9%)
– Tcheco: 615 (14,1%)
– Inglês: 156 (3,6%)

A alta qualidade das capas atuais de PR

31 de janeiro de 2014

Até o episódio 1799 todas as capas da série “Perry Rhodan” foram desenhadas pelo talentoso artista alemão Johnny Bruck, que durante trinta e cinco anos criou uma identidade visual única para o universo fantástico da série. Após sua morte, em 1995, a tarefa de desenhar as capas dos episódios foi dividida entre três artistas: Alfred Kelsner, Swen Papenbrock e Ralph Voltz (filho de William Voltz), desenhistas com estilos bastante diversificados entre si. Em 2002 o talentoso artista Dirk Schulz juntou-se à equipe, e em 2013 foi a vez de Arndt Drechsler, o desenhista da maioria das capas da série “Perry Rhodan Action”. Tanto Schulz como Drechsler possuem um estilo moderno e realista, o que tem contribuído para aumentar a visibilidade dos livros da série nos pontos de venda.

Como nos últimos anos a qualidade das capas da série melhorou sensivelmente (graças especialmente aos esforços de Papenbrock, Schulz e Drechsler), decidi reproduzir abaixo algumas capas que, em minha opinião pessoal, melhor refletem a nova identidade visual da série. Essas capas, que foram publicadas entre 2006 e 2013, são as seguintes:

Episódio 2335: um desenho ultrarrealista de Kantiran, filho de Perry Rhodan (Dirk Schulz)

Episódio 2335: uma imagem ultrarrealista de Kantiran, um dos filhos de Perry Rhodan (Swen Papenbrock)

Episódio 2341: uma tripulante da nave Jersey City aguarda o ataque do sinistro capitão dual da Frota Terminal Traitor (Dirk Schulz)

Episódio 2341: uma tripulante da nave Jersey City aguarda o ataque do sinistro capitão dual da Frota Terminal Traitor (Dirk Schulz)

Episódio 2364: a nova imagem oficial de Atlan, o solitário do tempo (Dirk Schulz)

Episódio 2364: a nova imagem oficial do arcônida Atlan, o solitário do tempo (Dirk Schulz)

Episódio 2503: Reginald Bell observa a "fragmentação" da supernave Pretória, composta por 116 naves cúbicas dos pos-bis (Dirk Schulz)

Episódio 2503: Reginald Bell observa a “fragmentação” da supernave Pretória, composta por 116 naves cúbicas dos pos-bis (Dirk Schulz)

Episódio 2517: Atlan comanda um pelotão de combate no planeta Multika, em Andrômeda (Swen Papenbrock)

Episódio 2517: Atlan comanda um pelotão de combate no planeta Multika, em Andrômeda (Swen Papenbrock)

Episódio 2549: Gucky (sob a influência de um poder sinistro) e Perry Rhodan (Dirk Schulz)

Episódio 2549: o rato-castor Gucky (sob a influência de um poder sinistro) e Perry Rhodan (Dirk Schulz)

Episódio 2558: uma imagem ultrarrealista de Alaska Saedelaere e do Traje da Destruição (Dirk Schulz)

Episódio 2558: uma imagem impressionante de Alaska Saedelaere usando o Traje da Destruição (Dirk Schulz)

Episódio 2576: Atlan aproximando-se de sua antiga cúpula submarina no Oceano Atlântico (Swen Papenbrock)

Episódio 2576: Atlan regressa à sua antiga cúpula submarina no oceano Atlântico (Swen Papenbrock)

Episódio 2596: Atlan e Gucky assistem ao "Réquiem para o Sistema Solar" (Swen Papenbrock)

Episódio 2596: Atlan e Gucky participam do “Réquiem para o Sistema Solar” (Swen Papenbrock)

Episódio 2624: uma imagem impressionante de uma batalha espacial (Dirk Schulz)

Episódio 2624: uma imagem impressionante de um grupo de naves terranas dentro da traiçoeira anomalia espacial conhecida como “Setor Zero” (Dirk Schulz)

Episódio 2658: Reginald Bell durante uma ação para reconquistar a Residência Solar, a sede do governo da Terra (Swen Papenbrock)

Episódio 2658: Reginald Bell durante uma ação para reconquistar a Residência Solar, a sede do governo da Terra (Swen Papenbrock)

Episódio 2681: Alaska Saedelaere observa a misteriosa Samburi Yura, uma ajudante dos cosmocratas (Dirk Schulz)

Episódio 2681: Alaska Saedelaere observa a misteriosa Samburi Yura, uma ajudante dos cosmocratas (Dirk Schulz)

Episódio 2702: quem é o "fantasma positrônico"? (Dirk Schulz)

Episódio 2702: quem é “O Fantasma Positrônico”? (Dirk Schulz)

Episódio 2704: Reginald Bell e a nave Jùlio Verne, que possui tecnologia cosmocrata (Arndt Drechsler)

Episódio 2704: Reginald Bell e a nave Júlio Verne, que possui tecnologia cosmocrata (Arndt Drechsler)

Episódio 2715: uma imagem impressionante de Ronald Tekener atacando um robô de combate inimigo (Dirk Schulz)

Episódio 2715: uma imagem ultrarrealista de Ronald Tekener destruindo um robô de combate inimigo (Dirk Schulz)

Episódio 2717: Perry Rhodan e o imperador arcônida Bostich I (Arndt Drechsler)

Episódio 2717: Perry Rhodan e o imperador arcônida Bostich I (Arndt Drechsler)

Episódio 2730: soldados de elite terranos durante uma missão secreta no planeta Vênus (Arndt Drechsler)

Episódio 2730: soldados de elite terranos durante uma missão secreta no planeta Vênus (Arndt Drechsler)

Todas as capas da série estão disponíveis na Perrypedia, a mais completa enciclopédia virtual dedicada à série “Perry Rhodan”:

www.perrypedia.proc.org/wiki/Titelbildgalerien

A carta de Michael Rhodan

31 de outubro de 2013

Dando continuidade à divulgação dos textos que escrevi para os fanzines do Perry Rhodan Fã-Clube do Brasil entre 1995 e 2000, já está disponível em meu diretório virtual a tradução da famosa carta de Michael Rhodan, escrita por ele para seu pai, Perry Rhodan, quando decidiu fugir de casa e adotar uma nova identidade, permanecendo desaparecido durante anos. Apesar desta carta ter sido mencionada no episódio 300 da série, ela só foi publicada na íntegra no romance planetário 91, intitulado “O Elemento Mortal”. Porém, como nenhum romance planetário foi publicado no Brasil, durante muitos anos o conteúdo dessa carta foi um mistério para os fãs brasileiros…

A inesperada origem de várias capas de PR

31 de agosto de 2013

O talentoso artista alemão Johnny Bruck foi o responsável por todas as capas da série “Perry Rhodan” durante mais de três décadas (episódios 1 a 1799). Desenhando em média três capas por semana para a séries “Perry Rhodan”, “Atlan”, a série dos romances planetários e várias outras séries de ficção científica e fantasia, sua imaginação parecia ser inesgotável. Atualmente estima-se que Bruck tenha desenhado cerca de 3.000 capas durante toda sua vida, o que representa um legado admirável. Contudo, nos últimos anos descobriu-se que várias de suas capas não foram totalmente originais…

No fórum oficial da série “Perry Rhodan”, mantido pela editora alemã VPM (http://forum.perryrhodan.net), vários leitores descobriram que Bruck se inspirou fortemente em capas feitas por outros artistas para criar algumas de suas próprias capas, sendo que várias delas podem ser consideradas plágios diretos de obras anteriores. Nos tópicos abaixo do fórum, intitulados “Täuschung??? – Titelbilder und ihre Ursprünge” (“Fraude??? – As capas e suas origens”), há dezenas de interessantes exemplos:

http://forenarchiv.perry-rhodan.net/index.php?showtopic=10144
http://forum.perry-rhodan.net/viewtopic.php?f=10&t=91

Apesar das postagens estarem em alemão, qualquer fã pode analisar as imagens apresentadas e tirar suas próprias conclusões…

“Ren Dhark”, a série que tentou concorrer com PR nos anos 60

28 de fevereiro de 2013

Dando continuidade à divulgação dos textos que escrevi para os fanzines do Perry Rhodan Fã-Clube do Brasil entre 1995 e 2000, já está disponível em meu diretório virtual um artigo que descreve a gênese e a trama básica da série “Ren Dhark”. Concebida pelo escritor Kurt Brand logo após sua saída do grupo de autores da série “Perry Rhodan”, em 1965, a série foi uma tentativa da editora Kelter de criar uma série semanal de ficção científica que pudesse concorrer diretamente com “Perry Rhodan”, que àquela altura já tinha mais de duzentos episódios e era um fenômeno absoluto de vendas. Apesar de “Ren Dhark” ter sido cancelada em 1969 após a publicação de 98 histórias, até hoje ela possui muitos fãs, que têm a possibilidade de acompanhar as aventuras inéditas de Ren Dhark e seus companheiros que têm sido publicadas esporadicamente desde 2000 pela editora HJB na forma de livros de capa dura.

Até hoje várias editoras tentam lançar séries semelhantes a “Perry Rhodan” no mercado alemão, porém a grande maioria delas é cancelada após a publicação de apenas vinte ou trinta histórias. Aparentemente o imenso sucesso de “Perry Rhodan”, que é publicada ininterruptamente há mais de cinquenta anos, não deixa espaço para novos concorrentes…