“Perry Rhodan Júpiter”, a nova minissérie de PR

30 de novembro de 2016

Em 2011 foi publicado na Alemanha o livro “Júpiter”, escrito pelos autores Wim Vandemaan, Hubert Haensel e Christian Montillon. Este livro, que contou uma história autocontida ambientada no universo da série “Perry Rhodan”, teve nada menos do que 1.008 páginas, tornando-se assim a maior história individual rhodaniana já publicada.

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Devido à boa receptividade do livro, em 2016 a redação da série “Perry Rhodan” decidiu transformá-lo numa minissérie de doze volumes, que começaram a ser publicados quinzenalmente em 8 de julho de 2016. O primeiro episódio da série se chama “A Morte Cristalina” e foi escrito por Wim Vandemaan e Kai Hirdt, um dos autores da série “Perry Rhodan Neo”. Porém esta minissérie não é apenas uma republicação do conteúdo do livro, pois contém vários trechos e capítulos adicionais, além de algumas subtramas inéditas. O responsável pela criação de boa parte deste material inédito foi o autor Kai Hirdt, que dessa forma acabou tornando-se coautor de vários volumes da minissérie.

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A história de “Júpiter” começa no ano 1461 do Novo Calendário Galático, com o surgimento de uma nova droga no Sistema Solar: Tau 8, que confere capacidades sobre-humanas aos seus usuários. Porém seu uso contínuo leva inexoravelmente à morte… Seguindo a pista de sua criação, Perry Rhodan chega a Ganimede, a maior lua de Júpiter, onde ele descobre que a matéria-prima da droga estava sendo extraída diretamente da atmosfera do planeta gigante. Logo Rhodan percebe que Tau 8 era apenas o prenúncio de uma ameaça ainda maior, que acabaria colocando em risco todo o Sistema Solar…

Assim como as minisséries anteriores (“Perry Rhodan Stardust” e “Perry Rhodan Árcon”) e a própria série principal de “Perry Rhodan”, “Perry Rhodan Júpiter” está sendo publicada em três formatos: livro tradicional, livro eletrônico e audiolivro. Devido ao sucesso das minisséries, a editora VPM afirmou recentemente que pretende publicá-las regularmente, lançando uma nova minissérie de doze episódios pelo menos uma vez por ano.

Informações sobre o episódio 2875 e o novo ciclo de PR, “O Mausoléu Estelar”

31 de outubro de 2016

Em 23 de setembro de 2016 foi publicado na Alemanha o episódio 2875 da série “Perry Rhodan”, intitulado “A Galáxia Congelada”. Esta história, escrita pelo autor Christian Montillon, deu início ao ciclo “O Mausoléu Estelar” (episódios 2875 a 2899), que é o primeiro miniciclo da série após um longo período de ciclos de cem episódios. O ciclo anterior, “O Espaço Atemporal” (episódios 2800 a 2874), resolveu toda a temática iniciada no ciclo “O Tribunal Atópico” (episódios 2700 a 2799), e neste miniciclo serão revelados alguns mistérios ligados aos tiuphores, uma raça surgida no episódio 2800. Antes do lançamento do volume a VPM divulgou uma breve apresentação dos acontecimentos iniciais do miniciclo:

Em janeiro de 1519 do Novo Calendário Galático (NCG) o destino da Humanidade encontra-se no fio da navalha: os tiuphores, uma raça guerreira, viajaram do passado para o presente através da Fenda Temporal, uma anomalia energética que atravessa boa parte da Via Láctea. Eles envolvem toda a galáxia em sua campanha de destruição, e seu objetivo principal é matar seres vivos para coletar suas consciências, algo que parece completamente ilógico aos olhos dos terranos e dos demais povos da galáxia.

No Sistema Solar ocorre uma batalha decisiva entre as naves dos tiuphores e as forças dos terranos e de seus aliados. Contudo praticamente no último segundo outros tiuphores entram na batalha – porém vindos não do passado, e sim do presente, da distante galáxia Orpleyd. Eles enviam o “chamado da união” para seus semelhantes, o que acaba subitamente com a batalha. Dessa forma o Sistema Solar é salvo no último instante, e todos os tiuphores abandonam a Via Láctea. Porém eles deixam para trás uma galáxia devastada, que levará várias décadas para recuperar-se completamente.

A Humanidade precisou pagar um alto preço pela sua salvação: em um ato desesperado para salvar o Sistema Solar, Perry Rhodan sacrificou sua própria vida e se tornou mais uma consciência armazenada nos cristais sextadim das naves tiuphores. É nesse estado imaterial que ele começa a longa viagem a Orpleyd, a “galáxia congelada”. Inúmeras civilizações vivem nesta galáxia, situada a 131 milhões de anos-luz da Via Láctea. E logo Perry Rhodan descobrirá que Orpleyd guarda um segredo que poderá ter consequências devastadoras para a Terra e o futuro da Humanidade…

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A edição brasileira de um marco da série PR: o episódio 900, “Laire”

30 de setembro de 2016

Em 20 de setembro de 2016 a editora SSPG publicou “Laire”, o episódio 900 da série “Perry Rhodan”. A publicação desta história, a primeira do ciclo “Os Castelos Cósmicos”, é um marco para a edição brasileira da série, já que na época de seu lançamento original na Alemanha, em 1978, ela foi considerada uma das melhores histórias já escritas de “Perry Rhodan” até então. De autoria de William Voltz, considerado até hoje o melhor autor da série, este livro narrou a incrível história de Laire, o robô esquecido dos “Sete Poderosos”.

Capa do episódio 900, "Laire"

Capa do episódio 900, “Laire”

Em 2003, numa votação organizada pela editora alemã HJB, os fãs alemães, austríacos e suíços da série classificaram “Laire” como a décima terceira melhor história rhodaniana publicada até aquele momento, quando a série se aproximava do episódio 2200. O resultado completo da votação foi o seguinte:

1) 1000 – “O Terrano”, de William Voltz
2) 50 – “Atlan, o Solitário do Tempo”, de K.H. Scheer
3) 200 – “A Rota Para Andrômeda”, de K.H. Scheer
4) 2000 – “Aquilo”, de Robert Feldhoff e Ernst Vlcek
5) 850 – “Bardioc”, de William Voltz
6) 1 – “Missão Stardust”, de K.H. Scheer
7) 299 – “No Fim do Poder”, de William Voltz
8) 500 – “Eles Vieram do Nada”, de K.H. Scheer
9) 74 – “O Pavor”, de William Voltz
10) 300 – “Alerta no Setor Alvorada”, de K.H. Scheer
11) 746 – “O Atemporal”, de William Voltz
12) 757 – “Mundo Sem Humanos”, de William Voltz
13) 900 – “Laire”, de William Voltz
14) 19 – “O Imortal”, de K.H. Scheer
15) 100 – “A Estrela do Destino”, de K.H. Scheer
16) 700 – “Afilia”, de Kurt Mahr
17) 800 – “A Imperatriz de Therm”, de William Voltz
18) 851 – “Pesadelo Cósmico”, de William Voltz
19) 1935 – “O Canto do Silêncio”, de Andreas Eschbach
20) 2 – “A Terceira Potência”, de Clark Darlton

Para promover o lançamento de “Laire” e divulgar o início da publicação do ciclo “Os Castelos Cósmicos”, a editora SSPG divulgou os seguintes textos:

– Apresentação do episódio 900, “Laire”:

Após diversos desafios e duros combates, Perry Rhodan e sua equipe conseguem alcançar a central de comando da nave semeadora Pan-Thau-Ra, cumprindo assim a tarefa atribuída pelo misterioso Lard. Ali, os terranos fazem uma descoberta surpreendente: o Lard não é outro senão Laire, o robô esquecido dos Poderosos. Com isso, Rhodan e seus companheiros ficam a par de uma história que eles próprios não poderiam conceber nem mesmo em seus sonhos mais ousados – a história de como Laire, em sua busca infatigável por seu olho perdido, moldou o modo de pensar e agir de uma civilização inteira e construiu um mito que perdurou por milênios a fio…

– Apresentação do ciclo “Os Castelos Cósmicos” (episódios 900 a 999), o 15º ciclo da série “Perry Rhodan”:

Para encontrar a fonte de matéria que se transformou numa ameaça devido ao mau uso da nave semeadora Pan-Thau-Ra, Perry Rhodan e seus companheiros começam a busca pelos castelos cósmicos dos sete Poderosos. Atlan inicia sua longa viagem ao encontro dos seres que vivem além das fontes de matéria. Enquanto isso, na Via Láctea, o ambicioso mutante Boyt Margor torna-se uma ameaça, e, no centro da Galáxia, uma antiga instalação dos cavaleiros das profundezas acorda para uma nova vida.

No site oficial da edição brasileira da série (www.perry-rhodan.com.br) é possível adquirir tanto a edição impressa publicada pela SSPG entre 2001 e 2007 (episódios 650 a 847) como a nova edição eletrônica, que começou a ser publicada em 2014. Mensalmente são lançados sete “e-books”, sendo três inéditos (a partir dos episódios 537 e 848) e quatro referentes a histórias já publicadas pela SSPG, porém disponíveis até então apenas na forma impressa (a partir do episódio 650).

A participação dos fãs de PR na Expo Sci-Fi

24 de agosto de 2016

Em 28 de agosto de 2016 ocorrerá pela primeira vez em São Paulo a Expo Sci-Fi, um evento inteiramente dedicado à ficção científica em todas as suas formas, com ênfase em histórias em quadrinhos, filmes e seriados de televisão. O evento terá dezenas de palestrantes e convidados especiais, cuja lista completa encontra-se disponível em seu site oficial (www.exposcifi.com.br).

Vários fã-clubes e lojas especializadas montarão estandes no evento, onde serão expostos e comercializados produtos ligados a vários universos ficcionais, como “Jornada nas Estrelas”, “Guerra nas Estrelas”, “Battlestar Galactica”, “Babylon 5” e “Doctor Who”, entre outros. Infelizmente a SSPG não poderá comparecer ao evento, porém a série “Perry Rhodan” estará bem representada, já que os fãs Orlando Silva, Manuel Luques e Raul Habesch, responsáveis pelos sites “Perry Rhodan – Universos Paralelos” (www.perryrhodan-universosparalelos.blogspot.com), “Perry Rhodan – Missão Stardust” (www.missaostardust.com) e “Diário Perry” (www.diarioperry.blogspot.com.br), montarão um estande e apresentarão vídeos sobre a série, além de distribuírem panfletos e materiais de divulgação variados. Esses três fãs paulistanos têm montado estandes sobre a série “Perry Rhodan” em eventos de ficção científica desde 2012, e nos sites supracitados há fotos, vídeos e informações gerais sobre suas atividades.

Para ajudar o Orlando, o Manuel e o Raul em seus esforços de divulgação da série, a editora SSPG enviou-lhes recentemente centenas de panfletos, cartões e fôlderes oficiais da edição brasileira de “Perry Rhodan”, que serão distribuídos gratuitamente aos visitantes da Expo Sci-Fi.

O evento ocorrerá na Faculdade Paulus de Comunicação (FAPCOM), situada na Vila Mariana, em São Paulo. Maiores informações sobre o evento, cujos ingressos custam a partir de vinte reais, encontram-se disponíveis nos seguintes endereços:

www.exposcifi.com.br
www.missaostardust.blogspot.com.br/2016/08/perry-rhodan-na-expo-sci-fi.html

Um encontro rhodaniano no Rio Grande do Sul

31 de julho de 2016

Em 23 e 24 de julho de 2016 estive na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde encontrei-me com Alexandre Pereira dos Santos, o fundador do Perry Rhodan Fã-Clube do Brasil (PRFCB) e editor do “Informativo Perry Rhodan” (IPR), um fanzine que foi o principal meio de divulgação da série “Perry Rhodan” no Brasil entre 1992 e 2001. Na década de noventa correspondi-me intensamente com ele, trocando ideias e materiais sobre a série e contribuindo com traduções de artigos e resumos para os fanzines do clube, e desde aquela época sempre pensei na possibilidade de visitá-lo. Finalmente agora, duas décadas depois, pude realizar este antigo desejo, e durante os dias em que fiquei hospedado em sua casa pudemos conversar longamente sobre a série e o fã-clube, relembrando histórias interessantes dos primórdios do clube, como a dificuldade de se obter notícias numa época em que a Internet ainda não existia…

Durante minha visita também tive a oportunidade de encontrar-me com Daniel Pereira dos Santos, irmão do Alexandre e “desenhista oficial” do PRFCB, que criou dezenas de ilustrações e histórias em quadrinhos para os IPRs. Também pude conhecer pessoalmente o fã Leonir Klüsener, que era membro do fã-clube e que também mora em Santa Maria. Tiramos várias fotos para registrar este interessante encontro rhodaniano, e algumas delas estão logo abaixo.

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César Augusto F. Maciel, Alexandre Pereira dos Santos e Leonir Klüsener

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César, Alexandre e Leonir exibindo alguns exemplares alemães da série “Perry Rhodan”

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Alexandre Pereira dos Santos, César Augusto F. Maciel e Daniel Pereira dos Santos

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Alguns itens da coleção de livros e fanzines do Alexandre

Este foi um fim de semana realmente especial, e espero poder voltar à cidade novamente num futuro próximo. Apesar da visita ter sido ótima em todos os aspectos, fiquei com a nítida impressão de que ainda precisaríamos de mais alguns dias para conseguir colocar todos os assuntos rhodanianos em dia…

Maiores informações sobre o Alexandre e os fanzines do PRFCB estão disponíveis na postagem de julho de 2011 deste blog, na qual fiz alguns comentários sobre os fanzines brasileiros da série:

https://cesarmaciel.wordpress.com/2011/07/30/os-fanzines-brasileiros-de-pr

Uma foto oficial da equipe de redação de PR na Alemanha

30 de junho de 2016

Se fosse uma pessoa de verdade, Perry Rhodan teria celebrado seu octogésimo aniversário em 8 de junho de 2016. Como forma de celebrar a data, a equipe que trabalha na redação da série “Perry Rhodan” na editora VPM, na Alemanha, posou para a seguinte foto oficial exatamente na data de aniversário do protagonista da série:

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As pessoas retratadas são as seguintes:

– Agachados: Klaus Bollhöfener (diretor de marketing) e Klaus N. Frick (editor-chefe).
– Em pé: Sabine Kropp (gerente de novos produtos e de contratos de licenciamento), Bettina Lang (gerente de produção e revisora final), uma figura de Perry Rhodan em tamanho real, Katrin Weil (gerente de marketing e novas mídias) e Sonja Schröder (secretária geral).

Obviamente há muito mais pessoas envolvidas na produção da série, como os autores (onze da série principal e oito de “Perry Rhodan Neo”) e os desenhistas (quatro capistas e dois ilustradores), porém eles só comparecem à sede da editora VPM, localizada na cidade de Rastatt, uma vez por ano, durante as tradicionais conferências de planejamento da série.

Uma entrevista com o editor-chefe de PR

31 de maio de 2016

Desde 1995 o posto de editor-chefe da série “Perry Rhodan” tem sido ocupado por Klaus N. Frick, um fã de longa data da série que publicou fanzines e atuou em diversos fã-clubes nos anos 70 e 80. Como editor-chefe ele lê o primeiro rascunho de cada episódio semanal da série e envia seus comentários aos autores, tendo poder de decisão para fazer qualquer tipo de sugestão ou modificação, podendo até mesmo influenciar os rumos futuros da série. Ele também é responsável pela contratação de novos autores, bem como pela divisão de tarefas e responsabilidades entre a equipe de autores da série. Seu trabalho é bastante admirado pelos fãs alemães, pois ele é parte fundamental do sucesso e da longevidade da marca “Perry Rhodan”.

Em 1998 dois fãs da série, Ulrich Bettermann e Florian Breitsameter, fizeram uma longa entrevista com Frick durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Originalmente eles planejavam publicar a entrevista num fanzine, porém devido a vários motivos apenas trechos dela foram publicados na época… Recentemente o portal alemão SF-Fan (www.sf-fan.de), dedicado à ficção científica em geral, publicou a entrevista na íntegra. Apesar dela ter sido feita há quase vinte anos, praticamente todas as informações passadas por Frick continuam interessantes até hoje, como a descrição das suas atividades como editor-chefe, do estilo e das peculiaridades de cada autor e também da gênese de várias tramas da série. Como a entrevista está em alemão, os fãs brasileiros podem tentar lê-la com a ajuda de serviços de tradução automática, como o tradutor do Google.

A entrevista encontra-se disponível no seguinte endereço:

www.sf-fan.de/artikel-und-news/lese-ich-den-schmarrn-halt-mal-ein-interview-mit-klaus-n-frick-aus-dem-jahr-1998.html

Até quando a série PR continuará sendo publicada?

30 de abril de 2016

Quando a série “Perry Rhodan” foi criada, em 1961, tanto seus autores quanto a editora esperavam que ela tivesse algo entre trinta e cinquenta episódios, que era o tamanho normal da maioria das séries que eram publicadas na época na Alemanha. Muito raramente alguma série passava dos cem episódios, e dessa forma era perfeitamente plausível imaginar que “Perry Rhodan” seria mais uma série com início e fim bem definidos, que logo seria substituída por outra… É até irônico pensar nisso hoje, já que a série é famosa atualmente por ser a maior “história sem fim” de ficção científica de todos os tempos, sendo publicada ininterruptamente desde aquele longínquo mês de setembro de 1961… Seu imenso sucesso foi uma surpresa para seus criadores, que com o tempo acabaram se acostumando com a ideia de que “Perry Rhodan” poderia ser algo contínuo, sem um final definido. Mas será que em algum momento tanto eles quanto a editora pensaram na possibilidade de cancelar a série?

Na verdade tal possibilidade foi cogitada seriamente no início dos anos 80 por William Voltz, que foi o coordenador-geral da série entre 1974 e 1984. Nesse período ele criou as sinopses básicas dos episódios 674 a 1211, tendo sido responsável pela criação de alguns dos ciclos mais memoráveis de toda a série, bem como de conceitos que são fundamentais até hoje para o universo rhodaniano, como a luta eterna entre os cosmocratas e os caotarcas e a existência dos “cosmonucleotídeos”, que formam uma trama invisível de energia psiônica que permeia todo o universo. Durante a primeira convenção mundial (“Weltcon”) da série, organizada pela editora VPM em 1980 na cidade de Mannheim para comemorar a publicação do milésimo episódio de “Perry Rhodan”, Voltz fez uma lendária palestra na qual detalhou sua visão para a série até o episódio 1500, que, segundo ele, seria o momento perfeito para concluir toda a saga de Perry Rhodan, o “herdeiro do universo”…

Segundo Voltz, o modelo de “cascas de cebola” da evolução cósmica, que explica a evolução da vida no universo desde as formas mais simples até as superinteligências e os cosmocratas/caotarcas, mostra claramente até onde a série poderia chegar em termos de possibilidades narrativas. Esse modelo, que foi plenamente explicado no episódio 1000, é composto pelos seguintes níveis evolucionários:

1) Matéria inanimada na forma de planetas, estrelas e galáxias: a vida orgânica ainda não existe.
2) Formas de vida primitivas: plantas e animais sem organização social nem inteligência.
3) Vida inteligente que ainda não deixou seu planeta. Este nível abrange sociedades caçadoras-coletoras, agrárias e industriais.
4) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens interplanetárias.
5) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens interestelares.
6) Vida inteligente que domina a tecnologia das viagens intergaláticas.
7) Vida inteligente que atingiu um nível imaterial, tornando-se uma superinteligência positiva ou negativa.
8) Superinteligência (e respectiva esfera de poder) que atingiu um nível superior, tornando-se uma fonte de matéria ou um destruidor de matéria.
9) Nível evolucionário máximo: cosmocrata (originário de uma fonte de matéria) ou caotarca (originário de um destruidor de matéria).

Ao conceber o episódio 1000 e os ciclos subsequentes, Voltz percebeu que sua temática básica seria ligada aos níveis 7, 8 e 9 da escala, o que significava que não haveria possibilidade de ir além disso no futuro… Outro limite para o desenvolvimento futuro da série foi criado com a introdução das Três Perguntas Fundamentais dos cosmocratas, que tiveram uma importância fundamental nos ciclos “A Organização Hanseática Cósmica” (episódios 1000 a 1099), “A Armada Infinita” (episódios 1100 a 1199) e “Os Cronofósseis” (episódios 1200 a 1299). Essas perguntas são as seguintes:

1) O que é o Rubi de Gelo?
2) Onde começa e onde termina a Armada Infinita?
3) Quem criou a Lei, e qual é seu conteúdo?

As duas primeiras perguntas foram respondidas até o episódio 1200, e Voltz imaginava que a resolução da terceira pergunta, programada para acontecer no episódio 1500, significaria o fim da própria série, pois depois disso os autores simplesmente se veriam num “beco sem saída” criativo… Porém a morte de Voltz, ocorrida apenas quatro anos após a convenção de Mannheim, fez com que a editora VPM ordenasse mudanças drásticas nos rumos futuros da série, já que ela pretendia continuar publicando-a indefinidamente… Algumas dessas mudanças foram as seguintes:

– Como a Terceira Pergunta Fundamental deveria continuar sendo um mistério, no ciclo “Os Cronofósseis” Perry Rhodan recusa-se a receber sua resposta quando chega à Montanha da Criação (a base do cosmonucleotídeo Triicle 9), pois percebe que esse conhecimento poderia destruir sua consciência. Curiosamente esta pergunta foi respondida parcialmente no episódio 1744, que deixou a entender que a “Lei” seria o conjunto de leis físicas que, em sua totalidade, garante a estabilidade e o equilíbrio dos diversos universos que compõem o multiverso. E no ciclo “O Tribunal Atópico” (episódios 2700 a 2799) foi descoberta a existência de outras Perguntas Fundamentais, que parecem estar relacionadas às perguntas originais:

1) O que ocorre atrás do horizonte da Lei?
2) Em qual lado do espelho da Criação se encontra aquele que pergunta?
3) A quem pertence o tempo?

– Para evitar que a temática das superinteligências e dos cosmocratas/caotarcas continuasse dominando a série, a partir do episódio 1400 as histórias voltaram a ser focadas primariamente nos níveis 5 e 6 da escala do modelo de “cascas de cebola”, o que significa que a série voltou a ter uma dinâmica semelhante à de seus primeiros ciclos. Posteriormente as temáticas mais complexas voltariam a ser abordadas na série, porém de forma mais pontual e gradativa. O modelo de “cascas de cebola” só seria atualizado no episódio 2831, que confirmou a existência de outros níveis na escala, pois mostrou que os cosmocratas e os caotarcas podem continuar evoluindo até tornar-se seres completamente incompreensíveis, praticamente “desconectados” da realidade do universo einsteiniano.

Todas essas mudanças contribuíram para que a série continuasse sendo publicada, já que evitaram as armadilhas narrativas que Voltz havia previsto em 1980. Dessa forma a série consolidou definitivamente seu status de “história sem fim”, e desde então a VPM garante que ela só será cancelada se suas vendas caírem para patamares que não justifiquem mais sua publicação. Como sua tiragem (e também as vendas de sua versão digital) continua em níveis bastante confortáveis, mesmo após 55 anos de publicação ininterrupta, é possível dizer que a série provavelmente ainda continuará a ser publicada por mais algumas décadas. Nada mal para uma série cujo potencial foi estimado originalmente em apenas cinquenta volumes…

A situação dos direitos autorais da série PR

31 de março de 2016

Frequentemente os leitores alemães fazem perguntas ao editor-chefe da série “Perry Rhodan”, Klaus N. Frick, a respeito dos direitos autorais da série. Posso publicar um livro de contos baseados na série? Posso usar a logomarca “Perry Rhodan” em uma convenção? Posso traduzir algumas histórias para o inglês para ajudar a divulgar a série mundialmente? Periodicamente Frick responde algumas dessas perguntas no fórum oficial da série, o que ajuda a esclarecer várias dessas questões para os fãs. Aqui está um resumo dos principais pontos levantados por ele ao longo dos últimos anos:

– Traduções e republicações de qualquer volume da série “Perry Rhodan” só podem ser feitas com o consentimento expresso da editora VPM, detentora dos direitos autorais da série desde sua criação, em 1961. Como a legislação de direitos autorais em vigor na União Europeia fixa o tempo padrão de proteção como setenta anos após a morte do criador da obra artística, a série somente entrará em domínio público em 2061, ou seja, no septuagésimo aniversário da morte de Karl-Herbert Scheer, o criador legal da série. Até lá a VPM continuará tendo total controle sobre a marca “Perry Rhodan”, podendo lançar, relançar ou licenciar qualquer tipo de produto (livros, “e-books”, audiolivros, jogos, camisetas, pôsteres, etc.) relacionado ao universo da série.

– Qualquer obra criada por fãs que utilize as situações e os personagens da série pode ser publicada e divulgada livremente, desde que o autor não cobre pelo seu trabalho e haja uma menção clara ao fato de que “Perry Rhodan” é propriedade da editora VPM. Caso a obra seja vendida o autor deverá fazer um contrato de licenciamento com a VPM, que especificará o valor a ser pago a título de “royalties”. Tal valor normalmente situa-se entre 8% e 12% do valor de cada unidade vendida, sendo normalmente menor para obras literárias e maior para produtos de consumo (jogos, camisetas, pôsteres, etc.).

– Resumos, artigos e análises da série podem ser criados e distribuídos livremente, tanto de forma gratuita quanto paga. Como tais materiais não são considerados “obras derivadas”, em princípio eles não infringem os direitos autorais da editora VPM.

Em relação às traduções, as editoras que publicam a série atualmente em outros países, como Brasil, França, Holanda e Japão, possuem contratos específicos de licenciamento, que definem quais obras serão traduzidas e lançadas e qual será o valor dos “royalties” referentes às mesmas. Traduções feitas por fãs normalmente são permitidas de forma limitada, ou seja, a editora VPM define a tiragem máxima permitida, que deverá ser disponibilizada gratuitamente aos interessados. Há alguns anos atrás o fã-clube francês Basis fez um acordo com a VPM para traduzir alguns romances planetários da série e distribui-los gratuitamente aos membros do clube, e um acordo semelhante foi feito com um grupo de fãs norte-americanos, canadenses e australianos que traduziu o episódio 2200 da série para o inglês.

Como a VPM licenciou os direitos de filmagem da série para a produtora alemã Casascania, filmes e animações feitos por fãs só podem ser divulgados e distribuídos de forma limitada, sendo as condições negociadas caso a caso diretamente com a produtora. Devido a essas regras os excelentes filmes “O Tempo do Destino” e “A Rota para Andrômeda”, criados em computação gráfica pelo fã austríaco Raimund Peter, nunca foram disponibilizados para o público em geral, pois só podem ser exibidos em convenções selecionadas da série.

Em suma, a editora VPM apoia de forma incondicional as atividades dos fãs, desde que estas tenham um caráter exclusivamente não comercial. Caso essas atividades envolvam algum tipo de transação financeira, é altamente recomendável que os interessados entrem em contato com a editora e negociem com a mesma um contrato de licenciamento dos direitos da série.

“Perry Rhodan Árcon”, a nova minissérie de PR

29 de fevereiro de 2016

Em 22 de janeiro de 2016 começou a ser publicada na Alemanha a minissérie “Perry Rhodan Árcon”. Concebida pelo escritor suíço Marc A. Herren, um dos membros da equipe de autores da série “Perry Rhodan”, esta minissérie terá doze episódios, será publicada quinzenalmente e contará uma história independente, porém ligada tematicamente ao universo rhodaniano. O primeiro episódio da série se chama “O Impulso” e foi escrito pelo próprio Marc A. Herren. A editora VPM divulgou as seguintes informações sobre o conteúdo da minissérie:

No ano 1402 do Novo Calendário Galático Perry Rhodan viaja com a nave Manchester ao aglomerado estelar esférico M-13, o centro do Império de Cristal dos arcônidas. Seus acompanhantes nesta viagem são o rato-castor Gucky e Sahira, uma jovem com um passado misterioso. Seu destino é o planeta Zalit, onde Rhodan participará de uma conferência. Porém na verdade ele está seguindo a pista do misterioso “Impulso”, uma onda de choque pentadimensional que enviou sinais para várias regiões da Via Láctea e que parece originar-se de M-13. Porém o que começa como uma viagem de rotina acaba com a nave caindo em uma armadilha, e Perry Rhodan percebe que no centro do Império de Cristal surgiu um perigo que ameaça mergulhar incontáveis mundos da Via Láctea numa guerra devastadora…

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“Perry Rhodan Árcon” será publicada em três formatos: livro tradicional, livro eletrônico e audiolivro, sendo que as capas da publicação tradicional serão impressas num papel brilhante especial, o que ajudará a diferenciar a minissérie de outras publicações semelhantes à venda nas bancas alemãs. Esses formatos e características são idênticos aos de “Perry Rhodan Stardust”, uma minissérie que foi publicada em 2014 e que descreveu a viagem de Perry Rhodan ao distante e altamente incomum sistema Stardust, habitado por colonos humanos.